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LAÉRCIO  BECKHAUSER =  LBW +  Cosmos Brasil World

"Conhecimento é poder"  - Leia os textos - Alles zu seiner Zeit! Ca! - LBW =  Beckhauser agradece!!!

(Lalá do Brasil) Labeck = LBW
Textos


O texto carrega a essência filosófica, o tom reflexivo e a cadência contínua do estilo Beckhauseriano.

 

- ​QUEM SOU EU?

- Uma crônica sobre o homem que procura a si mesmo

 

- ​“Procuro me conhecer, saber quem sou. Mas me transformo sempre e me descubro outro.”

- ​Há perguntas que não envelhecem.

- Uma delas é esta: Quem sou eu?

- ​Talvez seja uma das primeiras inquietações que lançamos silenciosamente à vida.

 

- No início, procuramos a resposta no olhar dos outros.

- Depois, nas experiências.

- Mais tarde, no acervo das lembranças.

- E, quando acreditamos ter finalmente decifrado o enigma, descobrimos que o tempo tratou de modificar aquele que procurava a resposta.

 

- ​E recomeça tudo.

- ​O menino que fomos ainda habita em nós, mas já não decide nossos passos.

- O jovem que sonhou com o amanhã permanece em certas memórias, mas talvez não reconhecesse o adulto que seus sonhos ajudaram a erigir.

- E o adulto que somos hoje desconhece o homem que o tempo ainda irá esculpir.

 

- ​Somos passageiros de nós mesmos.

- ​Mudamos de ideias, de afetos, de prioridades e de horizonte.

- Mudamos de profissão, de endereço e de modo de enxergar o mundo.

- Algumas transformações são escolhas conscientes; outras chegam sem pedir licença.

- Há as que nascem do amor e as que são forjadas pela dor.

- Há as impostas pela urgência e aquelas que acontecem simplesmente porque o tempo não sabe parar.

- ​E existe uma metamorfose silenciosa — talvez a mais profunda de todas —, que ocorre por dentro, sem alarde.

- Um dia olhamos para trás e percebemos: já somos outro.

 

- ​Quem, afinal, habita em nós?

- ​Somos a nossa memória ou as nossas escolhas?

- Somos os nossos erros ou a tentativa de corrigi-los?

- Somos aquilo que os outros projetam sobre nós ou o que pensamos ser no silêncio da casa escura?

- ​A identidade humana não é uma fotografia congelada no tempo. - É um filme em projeção contínua.

- A foto paralisa o instante; o filme registra a transformação.

- E nós somos, essencialmente, devir.

- ​Quanto mais vivemos, maior se torna o nosso arquivo.

- Acumulamos retratos, documentos, cartas, afetos e ausências. Investigamos de onde viemos para compreender os traços que carregamos no rosto e na alma.

- Por isso, a genealogia deixa de ser uma mera lista de nomes e datas: torna-se uma busca pelas raízes.

- ​Conhecemos o tronco porque está diante dos olhos.

- Vemos os galhos, contamos as folhas.

- Mas as raízes permanecem sob a terra — e são elas, no invisível, que sustentam a copa contra as tempestades.

- ​Assim somos nós: temos uma história visível e outra submersa. Uma identidade que apresentamos ao mundo e outra que tentamos decifrar no peito.

- ​Por isso, respostas definitivas para a pergunta “quem sou eu?” soariam como uma sentença de término.

- E nós não estamos prontos.

- Enquanto houver sopro, haverá cimento e martelo.

- O homem que hoje acredita ter achado seu rumo pode amanhã dobrar uma esquina inesperada.

- A certeza de ontem dá lugar à dúvida de hoje — e uma dúvida bem formulada vale mais do que uma certeza equivocada.

- ​A vida não nos entrega um mapa; entrega-nos o caminhar.

- E até os tropeços, as perdas e o que preferíamos esquecer participam da arquitetura do nosso ser.

- Ninguém é feito apenas de luz; as cicatrizes também desenham a nossa forma.

- ​Talvez o grande engano seja buscar uma resposta definitiva.

- A pergunta que nos move deveria ser outra: Quem estou me tornando?

- ​Essa inquietação não se limita a olhar para o passado; ela aponta para o horizonte.

- Não busca apenas explicar — busca orientar. Não pergunta apenas de onde viemos, mas para onde decidimos ir.

- ​No fim da jornada, talvez percebamos o extraordinário: passamos a vida procurando uma definição e esquecemos que a própria busca já era a resposta.

- ​Sou aquele que tentei ser.

- Sou o que consegui erguer e o que eixei ruir.

- Sou minhas lembranças, minhas escolhas, minhas contradições.

- Sou os que vieram antes de mim e o rastro que deixarei para os que virão.

- ​Não sou um ponto-final.

- Sou uma pergunta em permanente construção.

- Por isso, continuo.

- Procuro me conhecer, saber quem sou.

- Mas me transformo a cada passo e, quando imagino ter me encontrado... descubro que já sou novo caminho.

-"​Talvez seja esse o maior mistério de estar vivo. E, sem dúvida, a sua maior beleza.

​— #lbw

 

​Frase-síntese Beckhauseriana:

- ​“Não somos uma resposta encontrada; somos uma pergunta que o tempo continua fazendo.”

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Enviado por Beckhauser em 02/09/2026


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