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(Lalá do Brasil) Labeck = LBW
Textos


- Adeus a Wilson Florêncio, ex-presidente do JEC - JOINVILLE ESPORTE CLUBE:

 

- A despedida de um dirigente que marcou a história do Joinville Esporte Clube

 

- Na tarde de 2 de julho de 2026, no Crematório Catarinense — localizado em Joinville, defronte ao Parque da Expoville — familiares, amigos, esportistas e admiradores reuniram-se para prestar as últimas homenagens ao advogado, empresário e ex-presidente do Joinville Esporte Clube, Wilson Florêncio.

 

- Em meio à comoção e ao silêncio respeitoso da despedida, o acadêmico da AJL — Academia Joinvilense de Letras, ocupante da cadeira nº 22 — Empresário "Laércio Beckhauser" (www.laerciobeckhauser.com), proferiu um discurso marcado pela memória, pela reverência e pelo justo reconhecimento da importância histórica de Florêncio para o futebol e para a identidade de Joinville.

 

- O Joinville Esporte Clube, paixão que atravessa gerações de torcedores, nasceu da união de duas agremiações tradicionais: o Caxias Futebol Clube, do bairro Bucarein, e o América Futebol Clube, do centro da cidade. Dessa fusão surgiu uma das mais respeitadas instituições esportivas de Santa Catarina, construída com a força do sentimento popular, o orgulho local e uma trajetória feita de conquistas, superação e muita dedicação.

 

- Na história do clube, o primeiro presidente foi Waldomiro Schützler — homem de visão e serenidade — sob cuja liderança o JEC alcançou o feito extraordinário de tornar-se octocampeão catarinense, consolidando uma era de glórias e estabilidade.

- Logo em seguida, assumiu a presidência Wilson Florêncio, o segundo dirigente a conduzir os destinos da instituição.

- Ele deixou uma marca indelével ao idealizar e construir o centro de treinamento do clube — estrutura que hoje leva o seu nome e permanece como símbolo vivo de sua visão de futuro, coragem e compromisso com o crescimento duradouro do tricolor joinvilense.

 

- Wilson Florêncio foi lembrado como um dirigente aguerrido e visionário: alguém que compreendia o futebol muito além das quatro linhas.

- Para ele, o esporte era, acima de tudo, um patrimônio afetivo, social e cultural, capaz de fortalecer os laços de uma comunidade.

- Contudo, como tantos que se antecipam ao seu tempo, nem sempre foi compreendido.

- Em sua gestão, enfrentou resistências de parte da torcida, de setores da imprensa e de lideranças políticas da época.

- Mesmo assim, sua obra permanece intacta na memória esportiva da cidade: não apenas pelas estruturas que ergueu, mas pela grandeza de seu propósito de elevar o clube a patamares mais sólidos e perenes.

 

- Ao lado do empresário Irineu Machado, com quem compartilhou uma parceria administrativa harmoniosa e promissora, Florêncio inaugurou um ciclo que poderia ter trazido ainda mais estabilidade e conquistas.

- Porém, a vontade expressa dos associados, em votação, interrompeu esse caminho, afastando ambos da direção.

- Muitos entendem que essa decisão representou uma perda não só para o JEC, mas para toda a cidade: em uma década decisiva, Joinville viu se dissipar uma liderança com capacidade de reposicionar o clube entre os grandes do futebol catarinense.

 

- No discurso de despedida, Laércio Beckhauser elevou a homenagem a uma dimensão poética e simbólica.

- Recordou que o futebol é uma das maiores paixões do povo brasileiro — e, especialmente, dos joinvilenses.

- Com serenidade e esperança, desejou que, ao partir para os páramos celestiais, Wilson Florêncio possa reencontrar o primeiro presidente, Waldomiro Schützler, e que, juntos, em outra dimensão, possam continuar suas “confidências cósmicas” sobre os rumos do esporte e da instituição que tanto amaram.

- E que, com essa união simbólica, o JEC possa reencontrar o caminho das vitórias e da grandeza vivida na época da chamada “Dupla WW”.

 

- Mais do que um ato de despedida, a cerimônia tornou-se um momento de reflexão: ela nos lembra que é preciso reconhecer, tanto em vida quanto após a partida, aqueles que constroem os alicerces das instituições que definem a alma de uma cidade.

- Wilson Florêncio deixa familiares, amigos e uma história que se confunde com a própria trajetória do Joinville Esporte Clube.

- Seu nome permanece gravado não apenas em estruturas físicas ou em registros administrativos, mas, principalmente, no coração de todos que sabem que o futebol também se faz de visão, coragem, lealdade e legado.

 

- Assim, Joinville despediu-se de um de seus dirigentes mais emblemáticos, com a solenidade que cabe aos que ousaram pensar grande, mesmo entre incompreensões e desafios.

- Wilson Florêncio segue adiante, mas permanece vivo na memória tricolor como um dos homens que ajudou a escrever as páginas mais nobres do passado e que inspira, ainda hoje, a esperança de um futuro à altura da história do clube.

 

✨ Resenha Enumerada

 

1. O cenário da despedida

No dia 2 de julho de 2026, no Crematório Catarinense, foi realizada a cerimônia de despedida de Wilson Florêncio, advogado, empresário e ex-presidente do JEC.

- Na ocasião, Laércio Beckhauser prestou-lhe uma homenagem marcada pela gratidão e pela memória.

 

2. A identidade do clube

O Joinville Esporte Clube surgiu da união entre o Caxias e o América Futebol Clube, tornando-se, desde então, o principal símbolo esportivo e cultural de Joinville e uma das maiores referências do futebol catarinense.

 

3. A primeira era de glórias

Sob a liderança de seu primeiro presidente, Waldomiro Schützler, o clube conquistou o octacampeonato estadual, consolidando uma trajetória de sucesso e credibilidade que se tornaria referência para as gerações seguintes.

 

4. O legado construído

Como segundo presidente, Wilson Florêncio deixou uma marca permanente: a construção do centro de treinamento que hoje leva o seu nome, prova concreta de sua capacidade de planejar e investir no futuro do clube.

 

5. Um homem à frente do seu tempo

Foi reconhecido como dirigente visionário e determinado, que enxergava o esporte como bem coletivo. Embora tenha enfrentado incompreensões em sua época, sua obra permanece como testemunho de sua coragem.

 

6. Um ciclo interrompido

Ao lado de Irineu Machado, iniciou uma gestão que prometia continuidade e desenvolvimento. O afastamento de ambos, porém, interrompeu um projeto que poderia ter fortalecido ainda mais a estrutura e a competitividade do JEC.

 

7. Uma perda para todos

A saída dessas lideranças representou, na visão histórica, uma perda não apenas para o clube, mas para a própria cidade, que viu uma oportunidade de crescimento institucional ser encerrada prematuramente.

 

8. A homenagem simbólica

No discurso, evocou-se com sensibilidade a união simbólica de Waldomiro e Wilson — a “Dupla WW” —, desejando que essa presença espiritual inspire o retorno do clube aos tempos de glória e protagonismo.

 

9. O sentido do legado

A despedida transformou-se em uma lição: os verdadeiros construtores deixam marcas que resistem ao tempo, às críticas e à própria ausência física.

- O reconhecimento tardio não diminui o valor daquilo que se construiu com amor e dedicação.

 

📜 Frase-síntese

 

“Wilson Florêncio parte para a eternidade, mas permanece vivo na história do JEC como dirigente visionário, construtor de estruturas e, acima de tudo, guardião do futuro que sonhou para o futebol de Joinville.”

 

 

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Enviado por Beckhauser em 03/07/2026


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