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- A incerteza da Vida. - Crônica jornalística com assinatura institucional e mini bio, pronta para publicação em jornal, portal cultural ou revista de opinião.
- A convivência diária com a incerteza.
- A vida humana não oferece garantias. - Oferece, quando muito, avisos. - O principal deles atende pelo nome de incerteza — presença constante, pontual e implacável, que se instala cedo e raramente se despede sem deixar recados. - Vivemos cercados por pequenos e grandes medos. - Medo de falar em público, de errar, de ser mal interpretado. - Medo de envelhecer, como se o tempo fosse um inimigo pessoal e não um companheiro inevitável. - Medo, ainda, de seguir caminhos equivocados — especialmente quando ladeados por pessoas que confundem crítica com inveja e opinião com maldade. - Essas sensações não costumam aparecer nos registros oficiais da vida. - Não constam em currículos, certidões ou balanços financeiros. - No entanto, governam silenciosamente decisões, escolhas e renúncias. - São elas que explicam por que tanta gente sobrevive sem jamais experimentar o simples prazer de estar em paz consigo mesma. - Fala-se muito em felicidade plena — expressão ambiciosa, quase publicitária. - - Poucos conseguem defini-la; menos ainda conseguem sustentá-la. - - Talvez porque a felicidade não seja um estado permanente, mas um equilíbrio delicado entre consciência, propósito e coerência interna. - O ser humano começa a se aproximar da felicidade quando aquilo que o alimenta espiritualmente deixa de intoxicá-lo. - - Quando o pensamento não adoece, a consciência não acusa e os valores não entram em contradição com a própria conduta. - Nesse ponto, o alimento interior passa a funcionar como remédio. - A imortalidade, ao contrário do que muitos imaginam, não se conquista com visibilidade nem com poder. - - O corpo passa, os títulos vencem, as homenagens esquecem. - - O que permanece é o legado — essa marca silenciosa deixada no comportamento, nos exemplos e nas escolhas. - E esse legado só se sustenta quando apoiado em virtudes. - - Virtudes simples, porém raras: ética, responsabilidade e respeito. - - Uma ética que não depende de aplausos nem de conveniências, mas que obedece a uma lógica maior — quase cósmica — onde a vaidade não tem voto e a mediocridade não encontra abrigo. - No fim das contas, viver talvez seja aprender a conviver com a incerteza sem se tornar refém dela. - - E seguir adiante, mesmo sem garantias, com a serenidade de quem sabe que o essencial não faz barulho — mas permanece.
- Laércio Beckhauser* - www.laerciobeckhauser.com - Administrador, escritor e ensaísta - Mini bio institucional - Laércio Beckhauser* é administrador formado pela ESAG/UDESC, Administrador de empresas, escritor e ensaísta. - Atuou como empreendedor e inovador nas áreas de comunicação e tecnologia em Santa Catarina, sendo um dos pioneiros da internet comercial no Estado e criador da Fenachopp e outras instituições. - É genealogista, empresário, acadêmico da AJL - Academia Joinvilense de Letras, cadeira 22, estudioso de cultura, sociedade e comportamento humano, autor de crônicas, aforismos e ensaios de reflexão filosófica, com textos publicados em meios institucionais e culturais. - Vive em Joinville (SC), em área rural da Mata Atlântica, onde se dedica à escrita, à observação da natureza, dos pássaros, flores, abelhas sem ferrão e ao pensamento crítico sobre o tempo contemporâneo. - www.laerciobeckhauser.com - #lbw. #LBW. #Beckhauser Beckhauser
Enviado por Beckhauser em 28/12/2025
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