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Versão aprimorada, lapidada no estilo beckhauseriano satírico-filosófico: ironia elegante, erudição leve, humor civilizado e aquela distância reflexiva de quem observa o mundo do alto do tempo — rindo, mas pensando.
ODE BECKHAUSERIANA ÀS FARMÁCIAS DE JOINVILLE Ó Joinville, cidade industriosa e asseada, onde a chaminé fuma progresso e o balcão farmacêutico distribui esperança em comprimidos. Aqui, o Clamed não é apenas rede: é dinastia, é escola, é catecismo sanitário. Sétimo no altar nacional, com bula longa e fé curta. Panvel e Catarinense não se instalam — brotam. Como cogumelos metafísicos após a chuva, ocupam esquinas, rotatórias, cruzamentos morais. Em cada porta automática, um oráculo de jaleco pergunta: — CPF na nota? — Sintoma na alma? INÚMERAS farmácias públicas vigiam o povo como sentinelas do SUS e da paciência. As privadas? Ah… essas ninguém conta. Multiplicam-se como angústias modernas: rápidas, silenciosas e sempre abertas. Ó farmácia eterna, resposta pronta para perguntas mal formuladas: dor de cabeça, amor vencido, existência frouxa numa terça-feira nublada. Aqui, uma aspirina não cura apenas a dor — suspende o pensamento. E por alguns minutos, Sartre perde para o paracetamol.
**CORDEL FILOSÓFICO-DIDÁTICO (O EVANGELHO SEGUNDO O BALCÃO)** Vou contar neste cordel curto, sem diploma e sem jaleco, a saga santa e profana da cidade do remédio seco. Joinville, alemã de origem, brasileira no improviso, onde a saúde é garantida no fiado e no aviso. Clamed manda, Clamed ensina, é rei, doutor e confessor, Panvel marcha rua abaixo com marketing salvador. Catarinense faz promessa, Preço Popular dá razão, cada esquina tem um frasco pra curar preocupação. Onze são da prefeitura, com fila, senha e oração, mas as outras, meu amigo, não cabem na estatística, não. Procure no site do governo, no portal ou na razão, mas saiba desde já: contar farmácia é ilusão. Epicuro receitaria: — “Sem dor, há prazer concreto.” Nietzsche berraria do além: — “Com desconto, nasce o super-homem direto!”
**SÁTIRA FILOSÓFICA (O PARADOXO FARMACÊUTICO JOINVILLENSE)** Joinville atingiu um estágio superior da civilização urbana: não erradicou a dor, mas organizou sua distribuição. Aqui, a farmácia é o nirvana às avessas: não promete iluminação, apenas alívio rápido e um copo d’água no balcão. Angústia heideggeriana? Vitamina B12. Desespero kierkegaardiano? Calmante “sem retenção de receita”. Crise existencial? Parcelamos em três vezes no cartão. O número exato de farmácias? Um koan zen: quanto mais se tenta contar, mais uma abre do outro lado da rua. Eis a grande ironia beckhauseriana: prometemos saúde eterna, mas o maior remédio ainda é rir da pretensão de catalogar a vida.
**CONCLUSÃO — UMA FILOSOFIA DE ESQUINA** Joinville não é apenas um polo industrial — é um ecossistema farmacêutico denso, onde a fragilidade humana encontra balcão, senha e desconto fidelidade. A abundância de remédios contrasta com a escassez de dados, e dessa contradição nasce a sátira. Mais que comprimidos, a cidade oferece uma lição silenciosa: a cura está sempre na esquina, mas a sabedoria… essa exige atravessar a rua e perguntar por quê.
FRASE-SÍNTESE BECKHAUSERIANA “Em Joinville, a farmácia é o platonismo urbano: formas ideais de alívio, onipresentes e incontáveis, curando o corpo enquanto aprendemos a rir — com receita — da alma.” - www.laerciobeckhauser.com -#lbw Beckhauser
Enviado por Beckhauser em 20/12/2025
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