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LAÉRCIO  BECKHAUSER =  LBW +  Cosmos Brasil World

"Conhecimento é poder"  - Leia os textos - Alles zu seiner Zeit! Ca! - LBW =  Beckhauser agradece!!!

(Lalá do Brasil) Labeck = LBW
Textos


Versão aprimorada, lapidada no estilo beckhauseriano satírico-filosófico: ironia elegante, erudição leve, humor civilizado e aquela distância reflexiva de quem observa o mundo do alto do tempo — rindo, mas pensando.

 

ODE BECKHAUSERIANA ÀS FARMÁCIAS DE JOINVILLE

Ó Joinville, cidade industriosa e asseada,

onde a chaminé fuma progresso

e o balcão farmacêutico distribui esperança em comprimidos.

Aqui, o Clamed não é apenas rede:

é dinastia, é escola, é catecismo sanitário.

Sétimo no altar nacional,

com bula longa e fé curta.

Panvel e Catarinense não se instalam —

brotam.

Como cogumelos metafísicos após a chuva,

ocupam esquinas, rotatórias, cruzamentos morais.

Em cada porta automática,

um oráculo de jaleco pergunta:

— CPF na nota?

— Sintoma na alma?

INÚMERAS farmácias públicas vigiam o povo

como sentinelas do SUS e da paciência.

As privadas?

Ah… essas ninguém conta.

Multiplicam-se como angústias modernas:

rápidas, silenciosas e sempre abertas.

Ó farmácia eterna,

resposta pronta para perguntas mal formuladas:

dor de cabeça, amor vencido,

existência frouxa numa terça-feira nublada.

Aqui, uma aspirina não cura apenas a dor —

suspende o pensamento.

E por alguns minutos,

Sartre perde para o paracetamol.

 

**CORDEL FILOSÓFICO-DIDÁTICO

(O EVANGELHO SEGUNDO O BALCÃO)**

Vou contar neste cordel curto,

sem diploma e sem jaleco,

a saga santa e profana

da cidade do remédio seco.

Joinville, alemã de origem,

brasileira no improviso,

onde a saúde é garantida

no fiado e no aviso.

Clamed manda, Clamed ensina,

é rei, doutor e confessor,

Panvel marcha rua abaixo

com marketing salvador.

Catarinense faz promessa,

Preço Popular dá razão,

cada esquina tem um frasco

pra curar preocupação.

Onze são da prefeitura,

com fila, senha e oração,

mas as outras, meu amigo,

não cabem na estatística, não.

Procure no site do governo,

no portal ou na razão,

mas saiba desde já:

contar farmácia é ilusão.

Epicuro receitaria:

— “Sem dor, há prazer concreto.”

Nietzsche berraria do além:

— “Com desconto, nasce o super-homem direto!”

 

**SÁTIRA FILOSÓFICA

(O PARADOXO FARMACÊUTICO JOINVILLENSE)**

Joinville atingiu um estágio superior da civilização urbana:

não erradicou a dor,

mas organizou sua distribuição.

Aqui, a farmácia é o nirvana às avessas:

não promete iluminação,

apenas alívio rápido

e um copo d’água no balcão.

Angústia heideggeriana?

Vitamina B12.

Desespero kierkegaardiano?

Calmante “sem retenção de receita”.

Crise existencial?

Parcelamos em três vezes no cartão.

O número exato de farmácias?

Um koan zen:

quanto mais se tenta contar,

mais uma abre do outro lado da rua.

Eis a grande ironia beckhauseriana:

prometemos saúde eterna,

mas o maior remédio ainda é

rir da pretensão de catalogar a vida.

 

**CONCLUSÃO —

UMA FILOSOFIA DE ESQUINA**

Joinville não é apenas um polo industrial —

é um ecossistema farmacêutico denso,

onde a fragilidade humana encontra

balcão, senha e desconto fidelidade.

A abundância de remédios

contrasta com a escassez de dados,

e dessa contradição nasce a sátira.

Mais que comprimidos,

a cidade oferece uma lição silenciosa:

a cura está sempre na esquina,

mas a sabedoria…

essa exige atravessar a rua

e perguntar por quê.

 

FRASE-SÍNTESE BECKHAUSERIANA

“Em Joinville, a farmácia é o platonismo urbano:

formas ideais de alívio, onipresentes e incontáveis,

curando o corpo enquanto aprendemos

a rir — com receita — da alma.”

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Beckhauser
Enviado por Beckhauser em 20/12/2025


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