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Fábula e um cordel, poéticos, didáticos e com uma atmosfera filosófica e luminosa ― mantendo a essência do seu original, mas elevando a linguagem, a metáfora e a mensagem..
🌙 FÁBULA FILOSÓFICA — A Lua que Aprendia a Descer
Era uma vez uma pequena Lua, jovem ainda, que vivia a perguntar às estrelas:
— Para que brilho, se ninguém consegue me tocar?
As estrelas, sábias e antigas, nada respondiam, porque sabiam que certas respostas só florescem no tempo.
- Certo dia, um anjo pequenino — desses que ainda aprendem a dobrar asas — ouviu o sussurro da Lua e decidiu espiar a Terra. - Lá embaixo, viu uma menina chamada Else, sentado sobre a relva, olhando para o céu com uma mistura de encanto e tristeza.
A menina murmurava:
— Ah, se eu pudesse jogar bola com a Lua, teria sempre luz nos meus dias…
- O anjo percebeu que ambos — Lua e menina — buscavam algo que nem sabiam nomear. - Então, desceu devagar e falou à Lua:
— Você quer ser tocada. Ela quer tocar um sonho. Talvez possam aprender um com o outro.
- A Lua, curiosa como toda juventude, aceitou descer um pouco. - Não veio como pedra nem como objeto, mas como claridade branda, pousando no quintal da menina como se fosse uma bola feita de auroras.
A menina Else correu para alcançá-la, mas ao tocar aquela luz descobriu que ela atravessava suas mãos, iluminando-o por dentro. - E quanto mais tentava segurá-la, mais percebia:
— Ela não é coisa para guardar… é coisa para sentir.
A Lua, por sua vez, ao ver a pequena Else sorrir, entendeu enfim seu brilho:
— Eu brilho para despertar sonhos, não para ser possuída.
O anjo então sussurrou aos dois:
— Sonhos são como a luz: não se seguram, mas iluminam tudo que tocamos.
Naquela noite, a Lua voltou ao céu — maior do que era antes — e a Else dormiu tranquila, sabendo que algumas coisas só fazem sentido quando permanecem um pouco distantes.
Moral: - Sonhos não existem para serem conquistados como objetos, mas para nos guiar como luzes. - O valor do sonho está na busca que nos transforma e no brilho que desperta em nós.
🌙 CORDEL — A Bola de Luz que Caiu do Céu
No silêncio da noite estrelada A Lua brilhava, tão prateada, Parece até bola de Deus a rodar No campo molhado do céu a girar.
Uma menina, olhando a amplidão, Pediu bem baixinho, com o coração: “Se a Lua descesse pra eu brincar, Minha vida inteira podia iluminar…”
O anjinho escutou o pedido fiel, Dobrou suas asas, voou pelo céu, E num gesto doce, de magia sutil, Trouxe a bola de luz para o chão de Joinville.
Mas a Lua não veio pra se apreender, Veio ensinar à menina a viver: Que sonho não cabe na palma da mão, Ele cabe é inteiro dentro do coração.
A menina sorriu, deixou de insistir, Aprendeu que o sonho é quem faz prosseguir. E a Lua, contente, voltou a brilhar Sabendo que a busca é que faz transformar.
Moral do cordel: - Quem tenta segurar a Lua perde o encanto; quem aprende a senti-la ganha caminho, coragem e encanto. - www.laerciobeckhauser.com -#lbw, #LBW, #AJL, #Else, #fábula, #cordel, ##Beckhauser ... Fábula e cordel baseado na poesia da Acadêmica imortal Else... da AJL- Academia Joinvilense de Letras: ... Se a lua fosse uma bola Dessas de supermercado Á noite eu brincaria Com ela no meu gramado. É tão redonda e brilhante Mas não a posso alcançar, Talvez ela seja bola Só para anjinho brincar. Quem sabe uma noite dessas Num lance sensacional Um anjinho chute a lua Direto no meu quintal? Beckhauser
Enviado por Beckhauser em 06/12/2025
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