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Estilo Beckhauseriano, com alma festiva, memória afetiva e leve toque gótico-literário do ENCONTRO FESTIVO/2025 de encerramento da AJL - Academia Joinvilense de Letras na Chácara da Oma em Joinville.
CRÔNICA
Natal na Chácara da Oma
- O sol mal tinha despontado sobre a Mata Atlântica quando a Chácara da Oma começou a acordar para a confraternização da AJL. - No salão de festas do Memorial da Fenachopp, entre brasões antigos e memórias que ainda dançam nas paredes do Memorial da Fenachopp o aroma da churrasqueira já anunciava que o encontro prometia.
-"George, sempre ele, inaugurou as gargalhadas negando, com uma convicção teatral, qualquer conhecimento sobre um certo motel em Pirabeiraba. - “Eu não sei de nada!”, repetia diante da esposa — e quanto mais repetia, mais risos arrancava.
-"David trouxe seu humor involuntariamente triste, recordando o oficial de justiça que não reconheceu a própria mãe — conto tão típico que já virou patrimônio imaterial das mesas que frequenta.
- Else e Antônio irradiavam ternura; ela, com o olhar iluminado; ele, distribuindo sorrisos e histórias que pareciam abraços. - E Laércio e Risolete, anfitriões de alma grande, abriram os caminhos da Chácara da Oma como quem abre o coração: mostraram abelhas sem ferrão pousando leves, frutas maduras colhidas ali mesmo, árvores que contam séculos, ribeirões cristalinos e nascentes que cantam baixinho.
- Para fechar o rito, ovos caipiras colhidos na hora — gesto simples, de carinho despretensioso, mas que marcou o fim de tarde como selo de afeto.
- Assim foi o encontro de encerramento do ano da AJL em 2025: mistura de natureza, amizade, memória e alegria, tudo temperado com o sabor da hospitalidade genuína.
CONTO
O Dia em que o Natal Sorriu
- O Natal na Chácara da Oma começou como qualquer outro: pássaros cantando, o verde respirando. Mas algo diferente pairava no ar — talvez fosse a promessa de histórias.
- A primeira delas veio com George, que, acuado diante de olhares curiosos, jurava inocência sobre um estabelecimento famoso em Pirabeiraba. - Cada “Eu não sei de nada!” ecoava como personagem de comédia, e sua esposa observava com a serenidade de quem já sabe o final da cena.
- Depois, David se aproximou da roda com seu clássico conto sobre o oficial de justiça. - A história, que poderia ser trágica, tornava-se curiosamente cômica na boca dele, e todos riram daquele destino torto de não reconhecer a própria mãe.
- Enquanto isso, Else e Antônio caminhavam entre os pomares como se estivessem visitando um jardim sagrado, trocando carinho com as árvores e com as pessoas.
Laércio e Risolete guiavam os convidados como se narrassem um livro vivo: “Aqui moram as abelhas”, “Ali nasce a água”, “Por aqui o vento gosta de passar”. - E todos se deixaram encantar.
- Ao fim, ovos caipiras foram entregues como lembrança, mas quem recebeu sabia: o verdadeiro presente estava na alma. ---
CORDEL
-"Natal da AJL na Chácara da Oma
-"No coração da Vila Nova Lá na estrada do Piraí, A AJL se reuniu Pra celebrar e sorrir. Na Chácara da Oma linda, Lugar que faz alma florir.
George, todo enrolado, Negou motel sem parar; “Não sei de nada, minha gente!” Fez o povo gargalhar. E a esposa só observando, Deixando o clima esquentar.
David contou sua história, Triste de tão singular: O oficial de justiça Que a mãe não pôde notar. Entre espanto e riso solto, Não tinha como não falar.
Else e Antônio, encantados, Emanavam doce afeto; Era riso, era ternura, Era abraço bem repleto. Amizade verdadeira No seu mais puro projeto.
Laércio e a doce Riso Guiaram toda a nação, Mostrando as belezas vivas Da Oma, seu coração: Abelhas, águas e frutos, Natureza em perfeição.
Pra fechar com chave d’ouro, Com carinho verdadeiro, Levaram ovos fresquinhos Do galinheiro roceiro. Natal assim se transforma Em memória o ano inteiro! ---
ODE
Ode ao Natal na Chácara da Oma
Salve, ó santa Chácara da Oma, refúgio da Mata Atlântica que abraça a alma! Que teus rios cantem sempre, que teus pássaros deem ritmo à alegria, que teus anfitriões mantenham acesa a chama da hospitalidade que cura.
Salve os risos que ecoaram entre as árvores, as histórias que se cruzaram como ventos antigos, as memórias colhidas como frutos maduros entre mesas, churrasqueiras e olhares fraternos.
Ó lugar abençoado, que no Natal da AJL se fez templo: templo de amizade, de vida simples, de beleza viva! ---
FÁBULA
A Galinha, o Riso e a Mata
- Certa vez, numa chácara encantada, os animais perceberam que naquele dia chegariam humanos especiais. - As abelhas se arrumaram, os pássaros aqueceram o canto, e as galinhas ficaram agitadas.
- Entre os humanos havia um que dizia não saber de nada, e isso fez o vento gargalhar. - Outro contava histórias tristes como quem oferece ensinamento. - E dois caminhavam olhando tudo com ternura.
- O Guardião da Chácara, uma velha jaboticabeira sábia, orientou os animais: — Façam deles família, pois vieram com o coração aberto.
- As galinhas, emocionadas, ofereceram ovos frescos. - As abelhas mostraram seu mel escondido. - Os pássaros cantaram mais alto.
- Ao final do dia, os humanos partiram felizes. E a Jaboticabeira sussurrou: — Onde há riso, história e generosidade, há sempre lar.
-"Moral: O acolhimento transforma encontros em eternidade. ---
SÁTIRA
- O Natal em que George Virou Lenda
- Nunca antes na história da Vila Nova houve um Natal tão comentado quanto aquele. - Não foram as abelhas, nem a cachoeira, nem os ovos — foi George.
- Sim, George, o homem que, diante da esposa, negou conhecer um motel com tanta ênfase que até os passarinhos se coçaram de curiosidade. - Falava alto, gesticulava, repetia “Eu não sei de nada!” como mantra de sobrevivência.
-"Enquanto isso, David contava sua tragédia rotineira, Else e Antônio distribuíam carinho e Laércio e Risolete mostravam a chácara com orgulho de quem apresenta a Capela Sistina e os pontos principais do Vaticano e de Roma.
- Mas George… ah, George virou folclore. -"Dizem que até hoje, se você passar pela Estrada do Piraí à noite, escutará um sussurro vindo das árvores: “Eu não sei de nada…” ---
RESENHA ENUMERADA
1. Humor Involuntário: George foi o protagonista cômico do evento, negando com entusiasmo conhecer um certo local famoso de Pirabeiraba.
2. Tragédia Cômica: David relembrou a história do oficial de justiça que não reconheceu a própria mãe.
3. Afeto e Serenidade: Else e Antônio irradiaram ternura, reforçando o clima de união.
4. Hospitalidade Impecável: Laércio e Risolete lideraram um tour inesquecível pela Chácara da Oma.
5. Natureza Exuberante: Abelhas, frutas, árvores nativas, ribeirões e nascentes encantaram os participantes.
6. Presente Simbólico: Ovos caipiras selaram o encontro com simplicidade e carinho.
7. Ambiente Cultural: O Memorial da Fenachopp serviu como cenário perfeito para o espírito natalino da AJL.
8. Conclusão Geral: O encontro reforçou laços e criou memórias afetuosas que perdurarão. ---
CONCLUSÃO
- O Natal de 2025 da Academia Joinvillense de Letras, realizado na paradisíaca Chácara da Oma, não foi apenas um encontro: foi celebração, rito, narrativa viva. - Entre risos, histórias inusitadas, hospitalidade generosa e o abraço verde da Mata Atlântica, formou-se um mosaico de afetos, lembranças e pertencimento. - Um dia que cheira a pão assando, água fresca correndo e amizade verdadeira florescendo. ---
FRASE-SÍNTESE
- “Na Chácara da Oma, o Natal da AJL transformou risos em memória, histórias em afeto e a natureza em palco de uma hospitalidade inesquecível.” - www.laerciobeckhauser.com #lbw, #ajl, #joinville Beckhauser
Enviado por Beckhauser em 30/11/2025
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