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(Lalá do Brasil) Labeck = LBW
Meu Diário
14/10/2012 22h03
Estudo complementar heráldico dos “Beckhäuser”– França, Alemanha e Itália – (Europa).

 

 

Estudo complementar heráldico dos “Beckhäuser”– França, Alemanha e Itália – (Europa).

Brasão da família Beckhauser na Europa
Dizionario Araldico (Dicionário Heráldico)


Histórico escrito por Laércio Beckhäuser

Quando estive (Laércio Beckhauser) na cidade de Milão, Itália em 1994, visitei uma livraria e tive a oportunidade de comprar um Dizionario Araldico (Dicionário Heráldico) – Editore-Libraio Della Real Casa – Milano – 1921 – Ulrico Hoepli – Manuali Hoepli – Compilato dal Conte G. Guelfi Camajani – Diretore dell’Ufficio Araldico Italiano, Firenze (Florença) – Itália.

Observação:

Na página 680 deste dicionário há na numeração 857 a palavra “Stambecco” com as devidas explicações na língua italiana.

857. Stambecco. – Há corna molto grosse e pesanti ricurve allíndietro. ( O cabrito dos Alpes, Piemonte, tem chifre muito grosso e pesado e recurvado para trás. Vive em localidade muito alta e inacessível...) Vive nelle localitá più alte e inaccessibili delle Alpi Del Piemonte, sui versanti meridionali rebbe Del tutto estinto se non fosse stato protetto da Vittorio Emanuele e da Re Umberto. È molto agile e robusto. Raro nelli armi. (Já estaria (o cabrito) extinto se não fosse a proteção do rei Vitório Emanuel e Humberto. É ágil e robusto e não é muito usado em armas militares – Brasões).

Observação: Vejam aqui, a origem no nome Beckhäuser:
Beck Peccoz, (da Gressoney, baroni in Baviera). Inquartato, 1 º e 4º di rosso allá sbarra (disperso, fraco) d’argento: al 2º e 3º palato d’oro e di Nero di quattro pezzi, e sul tutto, d’argento al muro di rosso, aperto o semi rovinato, (arruinado, roto) movente dalla punta e sostenente uno stambecco, (cabrito, cabra) al naturale, slanciato (esbelto, elegante).

Consoante os dados que conseguimos em Roma, capital da It ália e também em Milão, cidade ao norte, chegamos a conclusão que alguns ancestrais dos Beckhauser conseguiram o título de Barão tanto na Baviera (Alemanha) como na Sardenha, ilha atualmente que pertence à Itália. Nos estudos heráldicos, chega-se a conclusão que os títulos de “barões” eram adquiridos pela influência familiar e poderio econômico, normalmente conseguido por benefícios diretos dos reis e mandatários, e sabemos que esta família possuía muita habilidade em fazer “armas”, pois trabalhava com diversos metais e possivelmente fornecia alguns armamentos aos governantes da época (família real da Alemanha e Itália). Vejamos o que diz o brasão familiar:

Beckhauser - Barão da Alemanha (Baviera) e Itália (Sardenha)

Conforme registros genealógicos a família Beckhauser é proveniente de Gressoney-la-Trinitè, de origem francesa que emigraram para a Baviera na metade do século XIX e eram exímios artistas e mantinham uma fábrica de finos metais, ferro, prata, chumbo, zinco, chumbo e similares. A concessão de "Barão da Baviera" foi outorgada pelo rei bávaro em l7 de outubro de 1840. Em virtude de contactos comerciais com o reinado da Sardenha na Itália, a família foi autorizada a usar o título de barão também na Itália, com patente em 16 abril de 1842 consoante o controle geral italiano, obtendo o título pela sua Majestade Real em 18 de novembro de l894. O brasão é representado no centro com uma cabra e possui as cores vermelha, prata, negra e ouro.

Na Revista Genealógica Brasileira , publicações do Instituto Genelógico Brasileiro, Ano III, 1946, n. 6, na página 343 e sucessivas, no tema “Heráldica” de Jenny Dreyfus conservadora do Museu Histórico Nacional, afirma que inicialmente a heráldica apresentava apenas três cores: o vermelho, o azul e o amarelo. Mas com o impulso crescente da arte e ciência houve a necessidade de um maior número de cores. Como na época não havia muitos produtos químicos houve a junção do vermelho com amarelo surgindo o alaranjado, o vermelho com o azul, a púrpura e do azul com o amarelo surgiu o verde. O branco e o preto representavam apenas o dia e a noite. Além disto havia a cor prata e o ouro. Aos esmaltes juntou-se as peles, o arminho e o veiro. O Arminho, em latim “Armilini”, é um pequeno rato da Ásia (Armênia) , branco com a cauda preta. O “veiro”, é a pele de um gato africano, com reflexos irisados, usados em mantos dos reis e posteriormente usados nos brasões.

No brasão da família Beckhauser há as cores vermelha, prata, negra e ouro.

O vermelho condiz com a coragem, intrepidez e violência.

O ouro simboliza a riqueza, a força e a constância.

A prata significa a inocência, a virgindade e a pureza.

O negro (preto) representa a dor, a tristeza, a modéstia e a ciência.

Veja o brasão da família Beckhauser ampliado
e com os dizeres na língua italiana:

Clique para ampliar

Interessante a observação que afirma que foi o Carlos Beckhauser que conseguiu o título de Barão e o seu filho Luís Beckhauser morreu em virtude de “um golpe de geleira” em Lusioch, numa caravana alpinística, na presença da rainha Margherita (esta rainha deu o nome da pizza Margherita – famosa em todo o mundo).

No estudo da Heráldica sabemos que o “Inquartato” é a figura que é dividida em quatro partes (quarteada). Portanto o escudo da família Beckhauser, na Europa, foi dividido em quatro partes iguais com duas linhas, uma vertical e outra horizontal encontrando-se no centro da figura.

A quarteadura teve origem nas alianças, nas concessões, nos feudos, etc.

Há a hipótese ainda que a palavra “Beck Peccoz” com a pronúncia francesa tenha se transformado na palavra alemã “Beckhäuser” (Pronuncia-se “becoiser”).

Observação adicional:

a) No livro “Dicionário das Famílias Brasileiras”, (Originis-X –Sociedade de Pesquisa), elaborado por Carlos E.A.Barata e Antônio H.C. Bueno), na página 418 do livro 1, no verbete Becker afirma que é este um sobrenome germânico que no Norte da Alemanha significa ribeirão, e no sul da Alemanha, significa padeiro.

b) No jornal da família Beckhauser “Beckhauserfamilienfest”, editado em outubro de 2002, na cidade de Joinville, no segundo encontro familiar no Brasil da Família Beckhauser, encontramos na página 2 a seguinte curiosidade:

“O que significa o nome Beckhauser. Você sabe?”

Pelo estudo lingüístico-semântico, Beckhäuser, é um nome composto da língua alemã e é a justaposição das palavras Beck + Haüser. Beck significa pão e Häuser é o plural de Haus, que significa em português, casa. Portanto, literalmente seria padeiro de casas. Há outra versão que diz que vem do francês (provençal) “peccoz”, que significa cabra ou cabrito. Quando alguns da família “Beck Peccoz” (da cidade de Grosseney-la-Trinitè) foram fixar residência na Baviera, Alemanha (München – Munique), por eufonia, foram denominados como Beckhäuser (becoiser). Pesquisas estas que poderão ser ampliadas.

c) Neste mesmo encontro, na Fenachopp, em Joinville, SC, em outubro de 2002, o Frei Alberto Beckhäuser, OFM, residente em Petrópolis, RJ, afirmou que sua opção pelo significado da palavra “Beckhäuser” é uma justaposição da palavra alemã, Back, que significa em português ribeirão mais a palavra alemã, haus, que significa em português, casa, sendo, portanto os moradores, os residentes das casas do ribeirão ou próximo ao ribeirão.

d) O término “er”, nos substantivos, na língua alemã determina o gentílico, a profissão, etc.

e) No livro de P. B. Gheusi “Lê blason héraldique”, há a classificação didática das armas nos brasões utilizados nos estudos heráldicos.

Esta classificação afirma que há armas nobres e burgueses, simples e compostas, de elevação e concessão, de espera, arbitrárias, por alusão, falantes, a enquerre. Pessoais pertencendo somente ao titular ou de família pertencendo a todos os membros da família. Quanto as suas origens podem ser de sangue ou de nome, de propriedade ou de pretensão. Quanto a sua integridade podem ser plenas, quebradas, difamadas. Quanto às variações podem ser primitivas, de aliança e de sucessão. Ainda há as armas de corporação (artífices, religiosos, etc.)

Armas do país pertencente ao território e armas da comunidade (do marido e da mulher no escudo justaposto.) Com Luís XIV, rei da França, houve mudanças nos brasões e foram vendidos de 20 a 40 libras, consoante o grau de nobreza. Com a revolução francesa, procurou-se destruir para sempre todo o vestígio de brasão. Mas o império ressurge com Napoleão e os seus generais impõem novas regras e nos dias atuais seu valor é mais histórico, mas mesmo assim não está morta a capacidade criativa e intelectiva no estudo e preservação das armas e dos brasões na história humana.

Brasão da família Beckhauser

Concluímos que este brasão foi concebido como “nobre” diferenciado pelos atributos externos, é “simples” por ser somente um escudo, de “concessão” por ter sido outorgado por um rei ou suzerano, “falante” porque o símbolo da cabra caracteriza o nome peccoz (cabrito).

Quanto a origem se caracteriza de “sangue”, pois inicia na família Beckhauser, quanto a integridade é “plena”, pois não há alterações sendo do ramo primogênito e é “primitivo”, pois não há variações no decorrer do tempo histórico. Ainda podemos considerar como uma arma (brasão) “familiar”. Brasão é o enunciado das armas, e as armas são os símbolos atribuídos às famílias.

A ciência do armorial estuda os componentes internos e externos dos brasões e notamos que este símbolo é “Inquartato” ou seja, uma figura que é dividida em quatro partes (quarteada), com a “cabra” no centro do escudo e na parte externa há a coroa de barão da Baviera (Alemanha) e Sardenha (Itália).

A pesquisa ling üística e semântica do nome Beckhäuser deverá continuar, pois as línguas faladas sofrem alterações constantes, abrandamentos eufônicos e variações locais consoante a escrita e fala de cada comunidade falante.

Somente no Brasil, onde havia carência intelectual em cartórios e em registros públicos, existem mais de uma dezena de sobrenomes “Beckhauser”, havendo deturpações profundas na escrita da palavra original, inclusive existe uma família “De Casa” , outra Birkausen, mais uma Beckheusen, sendo todas originárias dos “Beckhäuser”.

Abstraindo e comparando o nível cultural e informativo atuais com a precariedade escolar no tempo da imigrações da Europa para a América, nos meados de 1850, concluímos que estes erros eram “ impropositais”, mas corriqueiros nos nomes e sobrenomes de pessoas em todas regiões.

Como na língua portuguesa não existe o a tremado (ä) (Umlauf em alemão), a maioria dos descendentes desta família no Brasil, nos dias de hoje, possuem o sobrenome de Beckhauser, sem o trema original dos parentes europeus.

(O texto acima foi escrito em: Joinville, SC, 19 de novembro de 2002)
by
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Publicado por Beckhauser em 14/10/2012 às 22h03

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