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(Lalá do Brasil) Labeck = LBW
Meu Diário
29/09/2012 14h37
Adeus Lula...

Pela lucidez e atualidade, transcrevo este texto para que todos brasileiros reflitam sobre este tema: 

 

 

POLÍTICA

 

Adeus, Lula,

por Marco Antonio Villa

 

Marco Antonio Villa, O Globo

 

A presença constante no noticiário de Luís Inácio Lula da Silva impõe a discussão sobre o papel que deveriam desempenhar os ex-presidentes.

 

A democracia brasileira é muito jovem. Ainda não sabemos o que fazer institucionalmente com um ex-presidente.

Dos quatros que estão vivos, somente um não tem participação política mais ativa.

 

O ideal seria que após o mandato cada um fosse cuidar do seu legado.

 

 
 

 

Também poderia fazer parte do Conselho da República, que foi criado pela Constituição de 1988, mas que foi abandonado pelos governos — e, por estranho que pareça, sem que ninguém reclamasse.

 

Exercer tão alto cargo é o ápice da carreira de qualquer brasileiro.

 

Continuar na arena política diminui a sua importância histórica — mesmo sabendo que alguns têm estatura bem diminuta, como José Ribamar da Costa, vulgo José Sarney, ou Fernando Collor.

No caso de Lula, o que chama a atenção é que ele não deseja simplesmente estar participando da política, o que já seria ruim.

Não.

Ele quer ser o dirigente máximo, uma espécie de guia genial dos povos do século XXI.

É um misto de Moisés e Stalin, sem que tenhamos nenhum Mar Vermelho para atravessar e muito menos vivamos sob um regime totalitário.

As reuniões nestes quase dois anos com a presidente Dilma Rousseff são, no mínimo, constrangedoras.

Lula fez questão de publicizar ao máximo todos os encontros.

É um claro sinal de interferência.

E Dilma? Aceita passivamente o jugo do seu criador.

Os últimos acontecimentos envolvendo as eleições municipais e o julgamento do mensalão reforçam a tese de que o PT criou a presidência dupla: um, fica no Palácio do Planalto para despachar o expediente e cuidar da máquina administrativa, funções que Dilma já desempenhava quando era responsável pela Casa Civil; outro, permanece em São Bernardo do Campo, onde passa os dias dedicado ao que gosta, às articulações políticas, e agindo como se ainda estivesse no pleno gozo do cargo de presidente da República.

Lula ainda não percebeu que a presença constante no cotidiano político está, rapidamente, desgastando o seu capital político.

Até seus aliados já estão cansados.

 

Deve ser duro ter de achar graça das mesmas metáforas, das piadas chulas, dos exemplos grotescos, da fala desconexa.

NB: Marco Antonio Villa é historiador e professor da Universidade de São Carlos, em São Paulo

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/25/adeus-lula-por-marco-antonio-villa-466981.asp

 

MARCO ANTONIO VILLA

Marco Antonio Villa

Historiador. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Bacharel e Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História.

 


Publicado por Beckhauser em 29/09/2012 às 14h37

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