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(Lalá do Brasil) Labeck = LBW
Meu Diário
08/02/2012 15h16
O Rei e o súdito sábio.

O rei e seu sábio súdito.

Há muito tempo, em terras distantes, havia um Rei que procurava um conselheiro sábio que deveria ser seu súdito.

Após uma severa seleção de todos moradores de seu reino, escolheu um súdito que tinha cabelos brancos e andava sempre com sua inseparável bengala.

O rei não tinha muita confiança em seus atos e acreditava que a sorte não existia em seu reinado.


O súdito eleito, que também era sábio, sempre lembrava ao rei que a sorte existe, existia e existirá sempre... 


 Falava sempre,  o súdito sábio ao rei,  para ele jamais desanimar e acreditar sempre na sorte, pois o que a sorte faz, é tudo certo. 

Ela nunca erra, pois ela é perfeita.


Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e o rei foi atacado por uma fera, na floresta.

O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.

O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu súdito sábio, perguntou a este:


- E agora, o que você me diz? A sorte é perfeita? Se a sorte fosse perfeita neste meu reino eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.

O súdito respondeu:

- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que a sorte é perfeita e que mesmo ao perder um dedo, é para seu bem! Tudo que a sorte faz é para o seu bem e sua felicidade. Ela jamais erra e se confunde!!!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que o mesmo fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.

Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram  canibais e temidos por todos, pois se sabia que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.

Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto e o Rei já estava diante do altar.

 O pajé,  que era o  sacerdote indígena,  ao examinar a vítima, observou furioso e triste e disse:

- "Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso e está muito asustado!

Falta-lhe um dedo"!

E o Rei foi libertado.

Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, mandou libertar seu súdito e pediu que o mesmo viesse em sua presença.

Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:

-
Meu caro, a sorte foi realmente boa comigo!

Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos.

Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se esta tal de sorte é tão boa, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi?

Logo você, que tanto a defendeu?

Logo você, que sempre falou bem desta SORTE?

O SÁBIO SÚDITO sorriu e falou bem alto e devagar:

- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!

Tudo que 
a sorte faz é correto, perfeito e explicável.

A sorte, meu rei, sempre acerta, acertou e acertará e a partir de hoje não serei mais seu súdito. 

Irei para sempre desfrutar apenas de sua amizade e da amizade de todos os que vivem neste e em outros reinos e lugares distantes.

E apontando sua inseparável bengala para o horizonte falou:

"Esta é, foi e será a minha "grande sorte", pois sei que este reinado terá muita sorte e vida longa, e vou usufruir disto".

 

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Publicado por Beckhauser em 08/02/2012 às 15h16

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