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LAÉRCIO  BECKHAUSER =  LBW +  Cosmos Brasil World

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(Lalá do Brasil) Labeck = LBW
Meu Diário
03/02/2012 14h19
Poesias do Lalá 1 - em Florianópolis - SC

 

Se eu pudesse...

 

 

Se eu pudesse... pudesse... pudesse...

Em prosa escrever-te-ia sem pensar,

Com volúpia intensa que parece

Ser dona das belas noites de luar.

 

Surgem frases de carinho, de comoção...

Terei coragem eu em escrevê-las?

Serão reais?! Que não sofra teu coração

Quando o íntimo compreendê-las...

 

Magoei?! Sim. Será a eterna saudade.

Não terminará nesse neste mísero mundo

Meu puro anélito de dignidade

 

Não reflito, não medito, sou selvagem,

Tenho um ar condolente e profundo

Que me vem d’outra insigne paragem.

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

 

Sua Fala

 

Sua fala é doce mel

Tudo exulta tudo brilha.

Assemelha-se a um painel

Todo ornado de maravilha,

Sua fala.

 

 

Meu âmago cruciante

Minha mágoa dolorida.

Reconduz ao prazer exultante

De uma cousa perdida,

Sua fala.

 

Ressoa como a alvorada,

Gelifica e resplandece,

Minha vida e jornada,

Entre todas elas aparece,

Sua fala.

 

Fonte áurea que seduz

Qualquer novo horizonte.

Refulge e provê luz

As águas claras de uma fonte,

Sua fala.

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

ÂNSIA

 

Ânsia da vida e da morte

Do início ou do fim,

És ímpar e sem consorte

Sem encanto de jasmim.

 

Só levas a precipitação,

Só nos trazes o dissabor,

Arrependimento e compaixão,

Atordoando-nos com ardor.

 

Não nos inspira confiança,

Jamais nos destes o bem.

Não temos mais a esperança,

Nem nós, e nem mais ninguém.

 

Ordeno-te, saia daqui,

Deixe-me só e mui triste

Medito sozinho, aqui

Num mundo que já não existe!

 

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

AMOR

 

Amor palavra brilhante
Seja noite ou seja dia.
Traz o esplendor fulgurante
De uma eterna nostalgia.

Uma palavra que palpita
Num coração dolorido.
Todo corpo treme e agita
Por tê-lo um dia perdido.

Palavra sentimental

Que a todos homens faz ver
Torna-se às vezes fatal
Causando dor sem saber

Persêiades do páramo imenso
Paliando uma fonte;
É meu desejo extenso,
Vê-lo sempre no horizonte.

Sei que és camarada
De solidez mui jovial.
És o toque da alvorada
Desta vida terrestrial.

Brilhas e resplandeces
Na face do jovem justo
E jamais tu desapareces
Mesmo levando um susto.

Transborda-te radiante
Lançando-te com arrojo
Numa fúria militante
Englobada num estojo.

És o néctar da natureza
És ímpar e ardiloso.
És resumo, és a beleza,
És um todo, bem formoso.

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

Dia de Chuva

 

Dia de chuva,

Oh! que beleza,

Muito me alegra

E não traz tristeza.

 

Não falo nisso

É dia horrível,

Não para mim

É indescritível.

 

Fico contente

E olho as matas,

E vejo ao longe

Muitas cascatas.

 

Mas oh! Que estrago

Pois olhe a terra...

Pouco me importa

Que chova na serra.

 

Lá fora a chuva...

Oh! quanta lembrança,

Do tempo da escola

Quando era criança.

 

Mas hoje em dia

A chuva me magoa

E digo ao vê-la

Que tempo a-toa!

 

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

 

ENIGMA

 

Natureza igualada a uma fonte

Ébano que palia no horizonte,

Ufana-me vê-la uma cascata,

Zéfiro que amaina a verde mata.

 

Acalenta-me com teu olhar brilhante

Em ti, só eu penso no distante.

Sois a imaginação deste poema

Seda comparada a um diadema.

 

Íntegra, talvez por mim inatingível

Mas sempre penso ser um dia possível

Pensar só em ti, argêntea estrela,

A mais afável, a mais bela.

 

Tabernáculo de aljôfares áureos,

Inauferível de âmbares etéreos.

Confluente de singeleza jovial,

Amorável, para mim és sem igual.

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

 

Adeus … Saudade

 

Beija-me, me beija com teu beijo ardente.

Acalenta-me, me acalenta com teu abraço carinhoso.

Olha-me, me olha com teu olhar aurifulgente.

Abriga-me, me abriga com teu amparo saudoso.

 

Com teu olhar e beijo sinto-me pequeno,

Transtorna-me teu fulgor como tênue véu,

Mas teu abraço e amparo deixam-me sereno,

Amenizando-me mais que uma visão do céu.

 

Estou aqui, não ali, nem lá, nem acolá,

Mas se pudesse estar aí, juntinho de ti,

Iria sem pensar, sem hesitar, iria já.

Agora fala a imaginação: “Só eu fui e vi.”

 

Se fosse alífero, adeus a distância,

Jamais ficaria algum dia triste,

Não pensaria no passado, nem na infância,

Porém esta realidade já não existe.

 

Não choro, não me alegro, não há só dor,

A esperança talvez seja realidade,

Terei, quem sabe, um caminho róseo em flor,

E então, adeus para sempre, adeus... saudade.

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

Vida e Esperança

 

A esperança traz força,

A esperança traz ânimo,

A esperança traz vida...

E minha vida assim fica

Completamente repleta

De força, de ânimo e de existência.

 

A esperança traz ardores,

A esperança traz melodias,

A esperança traz amores...

E minha vida assim fica

Completamente repleta

De hinos melódicos e amores.

 

A esperança traz fantasias

E traz muitas afeições...

A esperança traz belas jovens..

E minha vida assim fica

Completamente repleta

De meiguice e de garotas.

 

A esperança traz tempo

E traz tua meiguice...

Transbordante de odores!

E minha vida assim fica

Completamente repleta

Abastecida de cores.

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

Lembrança

 

Olhar titubeando ao longínquo

De um esplendor relampejante,

Traz-me um mágico toque profícuo,

Torno-me então, até um gigante.

 

Tua lembrança, meiga e carinhosa,

Tua face alva como uma flor

De uma pompa maravilhosa

Que ameniza toda e qualquer dor.

 

Meiga certa esta que recebi,

Singular, ímpar e sem igual.

Extasiou-me, e então li e reli.

Sim, é de uma beleza original.

 

Desejo-te um mundo de vida,

E que esta não seja a última, espero

Que tua vida seja feliz e florida.

Amor, corresponder-me contigo, eu quero.

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

Longínqua Esperança

 

Tu e eu, eu e tu, nós dois.

Perto, juntos, parece até um sonho.

Alguém vê e diz: vós sois

Uma miragem iridescente que suponho.

 

Hílares, risonhos, contentes andamos

Com um fulgor forte e cintilante;

Repletos de felicidades vamos

Prosseguindo para longe, bem distante.

 

Olhar ao longe, vemos verdes matas

Mais pra cá notamos o sereno mar

Mais pra lá vamos as cascatas

Que refletem brandamente o luar.

 

Quem nos dera isto fosse realidade,

Talvez seja até sonho de infância,

Mesmo assim nos traz a felicidade

Como a cálida esperança a distância.

 

 

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Florianópolis - SC - 197

 

 

REALIDADE

 

Vida triste, vida leve

Ninguém paga, ninguém deve.

Lindos sonhos de outrora

Tão felizes como agora.

 

Vida triste emocional

Do início ao final.

Vejo todos, todos rindo

E alguém longe me sorrindo.

 

Penso logo no amor

E sinto como se uma flor

Desabrochasse no coração

E nem percebo a solidão.

 

Noto então que a Natureza

Só é feita de beleza,

E ela em linhas gerais

É das mais belas e joviais.

 

Não lhe causei desgosto

Pois percebo em seu rosto

A lealdade de seu olhar

Constantemente a me fitar.

 

Lindos sonhos de agora

Tão felizes como outrora,

Pois consegui ótima conquista

Em um amor a primeira vista.

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

Se existisse este alguém

 

Se neste mundo de dor...

Houvesse um pequeno alguém,

Que com seu grande ardor

Pudesse fazer o bem...

 

O mundo hoje teria

Gloria e imenso poder,

Pois todo homem faria

Tudo com grande saber.

 

Teria paz e amor

Beleza e compreensão!

Não haveria rumor,

E nem mesmo agitação.

 

Os homens adorariam

Todos momentos, e também,

Talvez nunca se lamentariam

Se existisse este alguém!

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

Tendo AMOR como um nome

 

Como te chamas? Adivinha meu nome!...

Pensei neste e naquele, fiquei sem coragem

Para falar. Seria algo que consome

A fantasia diante d'uma bela imagem?!

 

Dos teus pretos cabelos sobre a casta alvura

Bailavam, cantando, dádivas esperançosas.

Tua face angelical retratava a candura

De mil brancas flores cintilantes e saudosas.

 

Soube teu nome. Amor, fiquei risonho

Como tal bondade e clemência

Que não acreditei, pensei ser sonho.

 

O que importa não é o nome, é a essência,

E para confirmar mais o que suponho

Portadora és de bela aparência.

 

 

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Florianópolis - SC - 1970

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por Beckhauser em 03/02/2012 às 14h19

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