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(Lalá do Brasil) Labeck = LBW
Meu Diário
05/11/2008 14h20
A ESCRITA NA GENEALOGIA HUMANA

A ESCRITA NA GENEALOGIA HUMANA
Genealogia por DNA
"Quem olha para fora, sonha.
  Quem olha para dentro, desperta".

(Junge - 1875-1961), psicólogo e psicanalista suiço...)

EVOLUÇÃO HUMANA
A ciência afirma que toda ontogênese (desenvolvimento do indivíduo) copia e repete a filogênese (desenvolvimento da espécie) para enterdermos o ser humano bem como todas diferenças dos outros seres da natureza.
 
Por reflexão, podemos inferir que houve um caminho evolutivo dos seres humanos até os dias atuais.
Pela ordem filogenética da humanidade, admite-se que inicialmente aprendemos a nos movimentar, após estudamos e sentimos o ambiente e logo após fizemos a exploração do meio em que vivemos.
Nos registros históricos temos pouco mais de 3.200 anos de representações gráficas.
Gutemberg, em 1455, na Alemanha, permitiu a socialização de conhecimentos diversos com uma permanente democratização da informação.
Esta nova fase humana representa apenas 600 anos.
O historiador Basbawn, 1996, afirma que ao não comprendermos nossa história corremos o risco de repetir os seus erros e desprezar as lições que nos poderiam fazer melhores amanhã do que somos hoje.
Se a história da terra e da vida pudesse ser reunida numa estante de livros de dois metros de altura por um metro de largura, o surgimento do ser humano aconteceria apenas no último parágrafo da penúltima página do último livro.
Concluimos desta forma que somos um fato recente na
história da terra e nossa consciência é ainda uma novidade a ser decifrada.
(Ver e analisar as novas ciências: Conscienciologia e Projeciologia).
A velocidade da mudança é alucinante em nossas vidas.
Tofler em 1978 afirmou que grande parte da humanidade aconteceu nas cavernas.
Tomando-se o tempo de existência humana da ordem de 500.000 anos, e dividindo por 65 anos (uma geração), teríamos nesta reflexão aproximadamente 800 gerações.
Deste total, 650 gerações foram passadas nas cavernas e a comunicação era essencialmente corporal.
Toda esta experiência está em nossos genes e nos acompanha atualmente.
Há apenas a 70 gerações foi possível a comunicação através da escrita.
Somente as últimas 10 gerações conheceram a imprensa escrita, invenção de Gutemberg.
Apenas as últimas duas gerações conheceram o motor elétrico e somente a última geração conhece o computador.
Considerando ainda que a Internet (WWW) está em evolução e o acesso a rede é limitado para muitas pessoas, este salto qualitativo ainda possui muitas potencialidades no desenvolvimento humano.
 
...
"Até que a morte vos separe...!"
Qual morte?...
Qual Separação?
Em que tempo?
Quando?...
Juramentos eternos?
Expectativas promissoras?
Esperanças renovadas?
Velhice amena?
Vivências diversas?
Aprendizado contante?
                                                                                                  Vida célere,
fugaz com vivências múltiplas...!
Sonhos realizados...!
Atividades Festivas...
Confraternizações populares...!
Amizades fecundas...
Festividades ímpares...!
Expectativas ...
Aprendizado vivencial e Alegria profunda!
É a Vida!A ser vivida...!
"Que bela Vida..! "
GENISTÓRIA, A NOVA CIÊNCIA.
Com a possibilidade da pessoa se perpetuar pela clonagem,
como fica a genealogia histórica
do pai e da mãe deste novo clone?
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"Caso a clonagem de seres humanos se torne uma realidade, vamos ter um problema de difícil solução: geneticamente um clone é uma cópia de si mesmo, portanto é gerado por apenas
um indivíduo.
Se fizermos um exame de DNA de um clone, este terá o
mesmo código genético de quem o gerou, portanto não terá um pai ou uma mãe.
A discussão ética sobre a clonagem é pertinente a partir do m
omento em que sabemos que a ciência está a serviço da humanidade, e não contra ela."
Tire suas conclusões.
Obrigado!
 
"A compreensão humana não é um exame desinteressado,
mas recebe infusões da vontade e dos afetos; disso se originam ciências que podem ser chamadas 'ciências conforme a nossa vontade'. Pois um homem acredita mais facilmente no que gostaria que fosse verdade. Assim, ele
rejeita coisas difíceis pela impaciência de pesquisar; coisas sensatas, porque diminuem a esperança; as coisas mais profundas da natureza, por superstição; a luz da experiência,
por arrogância e orgulho, coisas que não são comumente aceitas, por deferência à opinião do vulgo. Em suma, inúmeras são as maneiras, e às vezes imperceptíveis, pelas quais os afetos colorem e contaminam o entendimento."
Francis Bacon, Novum Organon (1620)*
certamente irá expor muitos problemas das atuais pesquisas, mas constitui-se em exagero afirmar que a Genealogia tradicional está com seus dias contados.
O presente trabalho pretende demonstrar o atual estágio de desenvolvimento da Genealogia Genética, e os antagonismos que ela terá com Genealogia tradicional em futuro próximo. A genética vai obrigar a Genealogia a transformar-se em ciência, sob a pena desta transformar-se em mito, exatamente como aconteceu com a Astrologia em relação à Astronomia. Tais mudanças encontrarão resistência por parte de alguns. Muitas transformações são mal assimiladas por aqueles que se julgam prejudicados por elas. A realidade científica é implacável, e destrói verdades consolidadas por milênios. Os exemplos são fartos.
É sabido que a ciência no seu afã de ampliar o campo do conhecimento, em muitos casos atropela a ética, principalmente se houver interesses financeiros envolvidos.
Tais aspectos serão abordados, e deverão ser debatidos pela comunidade genealógica antes que se tornem realidade. No campo social, as transformações são mais lentas do que no científico.
Genealogia Genética.
Existem, basicamente, três tipos de exames de DNA aplicáveis ao estudo da Genealogia: o DNA mitocondrial, que estabelece uma linhagem materna a partir do indivíduo pesquisado; o Cromossomo Y, que estabelece uma linhagem paterna também a partir do indivíduo pesquisado e o estudo genômico, que estabelece o peso dos genes na formação das linhagens. Todos esses três tipos de pesquisa estão acessíveis aos interessados, e no Brasil são feitos pela empresa Gene – Núcleo de Genética Médica, com sede em Belo horizonte, e com a supervisão do geneticista Sérgio Danilo Pena, da UFMG.
Vamos comentar cada um dos três exames: o DNA 
mitocondrial produz uma seqüência de marcadores genéticos femininos, que podem se estender até períodos pré-históricos. Isso quer dizer que no Gráfico Ahnentafel podemos ter marcadores genéticos a partir da pessoa pesquisada sempre na linhagem materna, ou seja: os números 3, 7,15, 31, e assim por diante. O mesmo raciocínio se aplica ao Cromossomo Y, ou seja: os números 2, 4, 8, 16, 32, e assim por diante. Para determinar os números da linhagem paterna, multiplicamos por 2 a partir do pai pesquisado. Para determinar os números da linhagem materna multiplicamos por 2 + 1 o número da mãe pesquisada. O estudo genômico percorre uma trilha genética objetivando estabelecer a origem a origem etnogeográfica do indivíduo pesquisado.
E os números intermediários? É esse o atraso que a genética está correndo atrás: é necessária a criação de um banco de dados de seqüenciamento genético, para poder não só cruzar as informações obtidas, como também para identificar e
corrigir erros da Genealogia tradicional.
Vamos explicar melhor, usando o gráfico Ahnentafel como guia. Já vimos como estabelecemos as linhagens-tronco paterna e materna de um indivíduo. Para preencher os números intermediários, vamos precisar de exames de pessoas que estejam na linhagem-tronco do número que pretendemos pesquisar. Exemplo: não temos como através do exame do nosso DNA, estabelecer os marcadores genéticos da nossa avó paterna, que corresponde ao número 5 do gráfico, porque ela não está em nenhuma linhagem-tronco nossa. Para conseguir isso, temos que pedir a um filho dela que faça o exame, ou a uma filha da filha. Ao receber o resultado, vamos ter os marcadores de toda linhagem-tronco materna da nossa avó paterna, ou seja: os números 11, 21, 41, 81 e assim por diante. Se o exame foi feito a partir de um filho ou filha da avó, também iremos ter a linhagem-tronco paterna destes, ou seja os números: 10, 20, 40, 80 e assim por diante.
O problema é que o trabalho não é tão simples. A Genealogia genética rastreia os genes sem consultar as linhagens conhecidas e aceitas como verdade, tendo como base documentos oficiais, como: registros civis, paroquiais, etc. Tais documentos atestam que as pessoas foram registradas como filhos dos seus pais, mas do ponto de vista da genética isto pode não ser verdade, e o resultado é que serão expostos muitos casos de bastardia, que eram desconhecidos. Vamos analisar um exemplo prático: um indivíduo está pesquisando a seu avô materno a partir dos genes de sua mãe. Em seguida esse indivíduo compara os marcadores do Cromossomo Y com o resultado do mesmo exame feito por um irmão de sua mãe, e conclui que o pai dele e a seu avô não são a mesma pessoa. Todos os documentos atestam que sim, mas a prova científica é incontestável. Exemplos como esse vão acontecer com uma impressionante freqüência nos estudos genealógicos feitos nos moldes tradicionais.

Publicado por Beckhauser em 05/11/2008 às 14h20

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