Scorza é da Espanha...
E lá é legal existirem cassinos, bingos, jogos e similares assim com em alguns outros países.
Agora, no Brasil o jogo é permitido nas loterias e similares que o governo controla com exclusividade.
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Se alguém, com espírito empreendedor quiser entrar em qualquer ramo, deve analisar os riscos.
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Se a atividade for de risco fiscal, há grande possibilidade da PF intervir e fechar a atividade, incriminando os autores.
Nos USA, empresários deste setor, se acercam de excelentes advogados e contadores.
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Em determinada época, juntamente com o Escorza tivemos a oportunidade de participar na abertura no que seria o primeiro Bingo aqui em Joinville.
Analisamos os riscos, fomos a outras casas no RS, PR, SP e RJ e vimos que eram
negócios milionários, rentáveis mas sujeitos a troca da legislação a qualquer hora.
Desisti de entrar nesta área. (Ainda bem!)...
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Dependia na época mais de favores políticos e policiais do que uma capacidade administrativa para gerir estes negócios.
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Posteriormente, no Brasil, as regras foram mudadas.
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O Scorza (empresário de Joinville, SC) e outros brasileiros ficaram ricos neste setor. Sem mágoas, pois era lícito.
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O problema foi a continuidade no negócio. A importação de componentes eletrônicos, com a indústria de transformação em máquinas programadas para uma alta lucratividade.
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A vida é um jogo. A vida empresarial, idem.
Só perde ou ganha quem participa dele (jogo).
Agora, o Scorza e suas empresas perderam.
Mas ele possui muita criatividade e meios para arcar com estes prejuízos temporários.
O universo é favorável à criatividade e nos dá oportunidades múltiplas.
Sorte a ele ...
e os negócios e as discussões sobre este tema, continuam!.
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Entendendo o caso:
http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a1937247.xml
Cônsul honorário da Espanha é preso em Joinville
Polícia Federal (PF) deflagrou Operação Cartada Final na manhã desta quarta-feira
Esquema de contrabando e montagem de máquinas caça-níqueis funcionava em SC
Foto:Jessé Giotti
O cônsul honorário da Espanha em Joinville, Antônio Escorza Antonanzas, foi detido no início da manhã desta quarta-feira no Norte de Santa Catarina. Segundo informações preliminares, Antonanzas teria envolvimento num esquema de contrabando de mercadorias e máquinas caça-níqueis.
A prisão foi realizada pela Polícia Federal (PF) na Operação Cartada Final, deflagrada simultaneamente em Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte no início da manhã.
Cerca de 250 policiais federais cumpriram 17 mandados de prisões cautelares, 48 de busca e apreensão, 96 seqüestros de imóveis, a apreensão de lanchas e veículos, além do seqüestro de valores de 33 contas bancárias.
Conforme a Polícia Federal, o grupo comercializava, mediante venda e aluguel, produtos contrabandeados utilizados em máquinas caça-níqueis.
Há anos, a quadrilha seria responsável pela venda e exportação dos equipamentos para o México, República Dominicana, Panamá, Venezuela, Colombia, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai e Espanha.
O dinheiro arrecadado pelos envolvidos era ocultado do Banco Central (BC) por meio de depósitos e saques sem comprovação de origem.
Os investigadores identificaram inúmeras empresas fictícias abertas em nome de terceiros, para evitar a identificação do chefe da organização, que segundo a PF, seria Antonanzas.
Entre os crimes praticados pela organização, estão: formação de quadrilha, contrabando, evasão de divisas, sonegação fiscal, falsidade ideológica, corrupção ativa e indução do Banco Central a erro e lavagem de dinheiro.
Quase uma centena de imóveis em cidades catarinenses, entre elas Joinville e Balneário Camboriú, estariam em nome da quadrilha. Se condenados, as penas podem chegar a 32 anos de reclusão.
Investigação segue nas próximas semanas
De acordo com o superintendente da PF em Santa Catarina, Marcos Aurélio Pereira de Moura, 17 pessoas foram presas na manhã desta quarta nos Estados onde a operação foi realizada.
Dois mandados deixaram de ser cumpridos, já que os suspeitos estão fora do país. As prisões devem ocorrer nos próximos dias.
As investigações prosseguem, a partir de agora, com a análise e o cruzamento de dados das movimentações financeiras das pessoas envolvidas. O delegado espera receber documentos da Receita Federal, Banco Central e dos e dos bancos onde os detidos mantinham são clientes nos próximos dias. Novos envolvidos podem ser identificados.
Cônsul segue detido em Joinville
— A prisão foi preventiva.Antonanzas não tem qualquer tipo de imunidade por ser cônsul, e fica sujeito à legislação brasileira — garantiu Moura. Antônio Escorza Antonanzas deve ser encaminhado para o Presídio de Joinville nas próximas horas.
Só em Joinville, a PF bateu em quatro pontos da cidade: um na Zona Norte e três no centro
Foto:Jessé Giotti
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Fontes: RBS - AN e DC