19/04/2008 21h32
Antepassados de Zulu, Coelho e Sarney e você? Quem somos nós?
Zulu, Coelho e Sarney e você?


Veja aqui:
http://veja.abril.com.br/201200/p_102.html
Todas as nações e todas as pessoas manifestam curiosidade em relação a seus antepassados. Os brasileiros, mais que os habitantes de países de população homogênea, têm interesse redobrado pelo assunto.
Há um mistério e um problema na geração do povo brasileiro. O mistério é saber o que cada um de nós é.
Europeus, negros e índios estão na base genética dos 170 milhões de habitantes do país. Sabe-se hoje que mais de 60% dos que se julgam "brancos" têm sangue índio ou negro correndo nas veias.
O problema está no fato de que essa mestiçagem influi na maneira como a população se enxerga. Pelo tipo de beleza loura exibida em novelas da televisão, anúncios publicitários e passarelas da moda, o Brasil, ou a elite brasileira, parece envergonhar-se de sua mestiçagem.
Sem dizê-lo explicitamente, anuncia uma suspeita aspiração nórdica. Alguns pensadores brasileiros chegaram a pregar o "branqueamento" da nação por meio da imigração.
Outros, mais generosos, enxergaram as virtudes que a miscigenação propicia, mas a raça nunca foi um assunto neutro no Brasil. Individualmente, a pessoa interessada em retraçar suas origens tem dificuldade para ir além dos avós ou bisavós.
No plano nacional, a falta de clareza se repete. Somos majoritariamente mestiços, sabemos, mas os censos populacionais pecam pela imprecisão:
branco, negro ou pardo são categorias cravadas com base na aparência, no contexto social, na autopercepção.
Publicado por Beckhauser em 19/04/2008 às 21h32